30 de abr. de 2008

A ostra e a pérola



“Uma ostra que não foi ferida não produz pérolas"...

Pérolas são produtos da dor; resultados da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou um grão de areia.
Na parte interna da concha é encontrada uma substância lustrosa chamada NÁCAR. Quando um grão de areia a penetra, as células do NÁCAR começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas, para proteger o corpo indefeso da ostra.
Como resultado, uma linda pérola vai se formando. Uma ostra que não foi ferida, de algum modo, não produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada...
Você já se sentiu ferido pelas palavras rudes de alguém? Já foi acu-sado de ter dito coisas que não disse? Suas idéias já foram rejeitadas, ou mal interpretadas? Você já sofreu os duros golpes do preconceito? Já recebeu o troco da indiferença? Então produza uma pérola.
Cubra suas mágoas com várias camadas de amor. Infelizmente, são poucas as pessoas que se interessam por esse tipo de movimento. A maioria aprende apenas a cultivar ressentimentos, deixando as feridas abertas, ali-mentando-as com vários tipos de sentimentos pequenos e, portanto, não per-mitindo que cicatrizem.
Assim, na prática, o que vemos são muitas "Ostras vazias”, não por-que não tenham sido feridas, mas, porque não souberam perdoar, compreen-der e transformar a dor em amor.


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