27 de fev. de 2008
Armazenagem e Distribuição: alguns conceitos
Muitas vezes, as vendas são perdidas por problemas de atrasos nas entregas ou falta de produtos em estoques, e isso leva inevitavelmente ao aumento dos níveis de estoques de produtos acabados através da implantação de centros de distribuição avançados (CDA’s).
Os CENTROS DE DISTRIBUIÇÃO AVANÇADOS são unidades de armazenagens próprias do sistema de distribuição, onde o estoque é posicionado em vários elos de uma cadeia de suprimentos. Tem por objetivo permitir o rápido atendimento dos clientes de uma determinada área geográfica que se encontra distante do centro produtor. Dessa forma, avançam-se os estoques para um ponto próximo aos clientes e os pedidos são, então, atendidos por este centro avançado, a partir do seu próprio estoque.

Nesse modelo as mercadorias chegam e são armazenadas até serem solicitadas pelos clientes. A produção é realizada para fins de estocagem e no final “empurra-se” para o cliente.
Ocorre, porém que a elevação dos níveis de estoque eleva os custos operacionais e, por conseqüência, diminui a competitividade da empresa no mercado.
Como solucionar esse problema de modo que essa distribuição seja mais ágil, elimine a armazenagem e reduza custos?
Existe um modelo denominado TRANSIT POINT, que é bastante similar aos centros de distribuição avançados, mas não mantêm estoques. Esse modelo opera como uma instalação de passagem (ponto de trânsito), recebendo carregamentos consolidados, distantes do centro produtor e separando-os para entregas locais (pequenas distâncias) a clientes individuais.

Uma outra solução consiste na criação de um sistema aonde as mercadorias cheguem “just in time”, ou seja, à medida que o cliente solicite ou esteja em vias de solicitar. Imediatamente essas mercadorias são processadas e enviadas, eliminando assim a necessidade de armazenagem. Esse sistema existe e se chama CROSS DOCKING.
Cross docking é um termo da língua inglesa que está relacionado diretamente à Logística de tranporte e distribuição de produtos.
Numa tradução mais literal Cross docking quer dizer cruzamento entre docas.

Essa operação envolve múltiplos fornecedores, os quais atendem clientes comuns. Consiste, basicamente, no fracionamento de cargas, isto é, divide-se uma ou mais cargas maiores em outras menores.
Suas instalações possuem de um lado a plataforma com as docas de recebimento, no outro lado as docas de expedição e entre essas docas (entrada e saída) acontece o cruzamento dos materiais, descarregando os veículos com cargas maiores e carregando os veículos menores.
Assim assegura maior vazão a etapa de distribuição e oferece rapidez no atendimento.
Embora seja operacionalmente simples, para que haja sucesso na operação de cross docking é preciso um alto nível de coordenação entre os participantes (fornecedores, transportadores) viabilizada pela utilização intensiva de sistemas de informação, como transmissão eletrônica de dados e identificação de produtos por código de barra. Além disso, é de fundamental importância a existência de softwares de gerenciamento de armazenagem (WMS) para coordenar o intenso e rápido fluxo de produtos entre as docas.
Algumas vantagens são apontadas nesse método. A organização se concentra no fluxo do material e não na armazenagem, sendo útil para reduzir os custos de armazenagem e melhorar a satisfação do cliente. Bem como, apresenta uma redução da área física necessária para o CD; apresenta uma maior rotati-vidade dentro do CD, já que o sistema opera com entregas em menores quan-tidades e com maior freqüência; e aumenta a disponibilidade do produto, ou seja, o tempo de vida que a mercadoria “perderia” no estoque, ela “ganha” na prateleira à venda.
Desvantagens também são apontadas nesse método: o surgimento de custos proveniente de outros elos da cadeia para o melhor desempenho deste proces-so; o sistema exige um sincronismo entre o fornecimento e a demanda; requer uma melhoria nos sistemas de planejamento e de comunicação das empresas; e é fundamental que seja desenvolvida uma colaboração inter e intra-organizacionais.
E ainda, existe um outro tipo de operação dentro da logística de distribuição, que é o MERGE IN TRANSIT, que tem como objetivo montar produtos ao lon-go da cadeia de distribuição. É aplicado, normalmente, à distribuição de produtos de alto valor agregado, formado por multi-componentes que tem suas partes produzidas em diferentes plantas especializadas. O operador logístico tira os componentes do armazém a partir de uma ordem de compra, em seguida, monta o produto no ponto de consolidação mais próximo do cliente, e faz a entrega. Um clássico exemplo são os computadores, que são montados somente no momento de entregar ao cliente.
Todo esse gerenciamento da distribuição se faz necessário para atender os requisitos do sitema logístico. Qual seja: fazer chegar o produto num local específico, na quantidade específica, na qualidade requisitada pelo cliente, no tempo oportuno e que os custos para essa operação seja acessível, tanto para a organização quanto para o cliente.
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