24 de fev. de 2008
Alexandre, o Grande

Alexandre III, mais conhecido como Alexandre o Grande ou Magno, pertence ao reduzido grupo de homens que definiram o curso da história humana.
Alexandre foi o mais célebre conquistador do mundo antigo.
Desde cedo se destacou como um rapaz inteligente e intrépido. Aos 13 anos foi educado pelo filósofo Aristóteles, um dos homens mais sábios de sua época.
Alexandre aprendeu as mais variadas disciplinas: retórica, política, ciências fí-sicas e naturais, medicina e geografia. Destacou-se também nas artes marciais e na doma de cavalos.
Após o assassinato de seu pai, então com 20 anos, subiu ao trono da Macedônia e se dispôs a iniciar a expansão territorial do reino. Na área militar era um general de extraordinária habilidade e sagacidade, nunca perdeu nenhuma batalha e a expansão territorial que ele proporcionou é uma das maiores da história.
Conquistou um império que ia dos Balcãs à Índia, incluindo também o Egito e a Báctria (aproximadamente o atual Afeganistão). Este império era o maior e mais rico que já tinha existido.
Considerado um homem de visão, extremamente inteligente, tentou criar uma síntese entre o oriente e ocidente, para isso encorajou o casamento entre oficiais seus e mulheres persas, além de utilizar persas ao seu serviço; tinha respeito pelos derrotados, acolheu bem a família de Dario III; e permitiu às cidades dominadas a manutenção de governantes, religião, língua e costumes; era admirador das ciências e das artes, fundou, entre algumas dezenas de cidades homónimas, Alexandria, que viria a se tornar o maior centro cultural, científico e econômico da Antigüidade por mais de 300 anos, até ser substituída por Roma.
Alexandre, o Grande morreu na Babilônia, com a idade de 33 anos, durante uma batalha na qual foi ferido gravemente e acometido de febres desconhecidas, que nenhum de seus médicos soube curar.
Conta a História (ou lenda) que à beira da morte, Alexandre convocou os seus generais e relatou seus 3 últimos desejos:
1 - que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos melhores médicos da época;
2 - que fossem espalhados no caminho até seu túmulo os seus tesouros con-quistados (prata, ouro, pedras preciosas...); e
3 - que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos.
Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, perguntou a Ale-xandre quais as razões. Alexandre explicou:
1 - Quero que os mais eminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles NÃO têm poder de cura perante a morte;
2 - Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;
3 - Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos.
O império que com tanto esforço edificou, e que produziu a harmoniosa união do Oriente e do Ocidente, começou a desmoronar, já que só um homem com suas qualidades poderia governar território tão amplo e complexo, mescla de povos e culturas muito diferentes.
Não é a toa que foi considerado, O GRANDE!
Comentários e sugestões |

